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Orla Burle Marx inicia 2ª fase de recuperação: o Aterro volta ao lugar que sempre mereceu

  • Foto do escritor: igu gonzaga
    igu gonzaga
  • 3 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A Orla Burle Marx entrou oficialmente em uma nova fase. A Prefeitura começou neste domingo (23) a segunda etapa das obras que celebram os 60 anos do Parque do Flamengo, um dos projetos urbanos mais importantes do país. O investimento é de R$ 7,8 milhões e muda, de fato, a experiência de quem circula entre o MAM, o Vivo Rio e a orla.


imagem do projeto de revitalizacao aterro do flamengo
imagem retirada da internet

O que realmente muda na orla


O trecho que antes abrigava um posto de gasolina, uma locadora e um estacionamento deixa de ser área cinzenta. Serão 20 mil m² transformados em espaço de convivência, circulação e lazer. Um ganho real para quem caminha, pedala, frequenta o MAM, vai a shows no Vivo Rio ou simplesmente usa a orla como parte da rotina.

A proposta é reorganizar fluxos e devolver o desenho original criado para ali: linhas sinuosas, espaços de respiro, conexão visual com a Baía e integração com a malha cultural do entorno.


O que será feito nesta fase


A Secretaria de Conservação será responsável pela execução direta de:

  • 6 mil m² de novo asfalto

  • 9 mil m² de demolição do antigo estacionamento

  • 4 mil metros de nova iluminação

  • obras de drenagem

  • instalação de mobiliário urbano

  • 18 novos bancos

A entrega está prevista para novembro de 2026.


Por que isso importa para o turismo e para o carioca


O Parque do Flamengo, inaugurado em 1965, é um marco do urbanismo moderno brasileiro. Nasceu da visão de Carlota de Macedo Soares, Reidy e Burle Marx e há décadas sofre com intervenções pontuais, pouco integradas e quase sempre emergenciais.


Esta nova fase não resolve tudo, mas devolve ao espaço uma lógica que o Rio insiste em esquecer: um destino turístico começa no chão que se pisa.


Quando o entorno funciona, a cidade se apresenta melhor para quem mora aqui e para quem visita.


A recuperação da Orla Burle Marx é, no fim, sobre isso: retomar o projeto original, corrigir cicatrizes e entregar uma experiência mais humana em um dos cartões-postais mais importantes do país.

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